COP16: Investir em agroecologia é essencial para recaatingar

Alerta foi dado em painel de debate que encerra participação do Consórcio Nordeste na COP da Desertificação

cristian

Assessoria de Comunicação

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COP16: Investir em agroecologia é essencial para recaatingar

“Investir em monocultura não recaatinga”, esse foi o importante alerta que o coordenador de Agroecologia do Ministério de Meio Ambiente e Mudança Climática brasileiro, Allan Milhomens, deu aos participantes do painel “Sertão Vivo: plantando resiliência climática em comunidades rurais do Nordeste”, na COP16, em Riad. 

  

O painel, realizado nesta sexta-feira, 06 de dezembro, encerra a participação do Consórcio Nordeste na COP da Desertificação, na Arábia Saudita. A busca de parceiros para implementar ações de preservação da caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é um dos principais objetivos da participação do Consórcio na COP16. 

  

No painel desta sexta-feira, o chefe de gabinete do Consórcio, Glauber Piva, explicou aos presentes o importante trabalho em rede realizado pela entidade. “A articulação que o Consórcio faz vai além dos nove estados nordestinos. Ela cria relações com diferentes entidades em busca de soluções conjuntas, como por exemplo a parceria com o BNDES”, ressaltou Piva. 

  

Allan Milhomens, do Ministério do Meio Ambiente, falou da importância de uma ampla política de agroecologia para o Nordeste e para a Caatinga. Milhomens propôs uma parceria do Consórcio com o Ministério do Meio Ambiente e alertou sobre os riscos do financiamento de projetos de monocultura nos processos de recaatingamento. “Projetos de monocultura podem ser estratégias para recuperar áreas degradadas, mas monocultura não significa recaatingar”, alertou. 

  

Eduardo Kaplan, chefe de Departamento de Estratégia Social e Territorial do BNDES, contou sobre os passos dados para a estruturação do projeto Sertão Vivo e como é a participação dos estados. Kaplan ressaltou a importante parceria com o Consórcio Nordeste.  

  

A secretária de Meio Ambiente de Pernambuco, Ana Luiza Ferreira, também compôs a mesa do painel e falou sobre a experiência de Pernambuco em relação à Caatinga. Pernambuco foi o primeiro estado do Nordeste a aderir ao projeto Sertão Vivo, do BNDES. 

  

Por fim, Alexandre Pires do Ministério do Meio Ambiente brasileiro, ressaltou as políticas de combate à desertificação implementadas no Brasil e a importância dos estados articularem as estratégias de financiamento, as suas políticas e planos para a Caatinga e para combate à desertificação.